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[PORTUGUESE ON] |
Bem, abriu um dia ensolarado hoje, destoando da primavera chuvosa. Encontrei o Lee na estação, e pegamos o trem pra Porto Alegre. Descemos na Mercado, no centrão, e saímos desviando das pessoas, tarefa difícil na multidão ensebada. Enveredamos pela rua seguinte à Mauá, vendo prédios históricos misturados com arranha-céus sujos ou polidos e paredes com grafites psicodélicos. Fomos caminhando até a zona dos quartéis, e entramos numa construção antiga, dentro da qual fica o Museu Militar do CMS. Achei bem bacana o museu! Está com tudo muito bem montado e organizado. As coisas estão colocadas de forma que a pessoa pode andar em redor delas, espiar o interior e os detalhes de todos os lados. As placas explicativas são bem claras e interessantes, e há três tanques de guerra nos quais se pode entrar. Vale à pena passar por lá, a entrada é franca. Depois de sair do museo, fomos na Igreja Nossa Senhora das Dores, a mais antiga da cidade. Está muito bonita, apesar do interior ainda estar em reforma (o cadáver de Jesus e os santos todos estão enrolados em plástico bolha). E dá para malhar subindo aqueles degraus todos no pátio da frente... Caminhamos um pouco mais, Rua da Praia abaixo, para olhar a "casa monstro" (foto ao lado). É uma instalação maluca feita com madeira por Henrique Oliveira, um artista paulista. É freak, mas eu curti. Passamos um tempo sentados na Praça da Alfândega, olhando os relevos nos prédios antigos. Vimos o sol caindo em direção ao Guaíba, sobre os navios do porto, de dentro do trem. Voltei pra casa com uma sensação de dia bem aproveitado... A gente não se dá conta as vezes da quantidade de coisas interessantes que tem pra se visitar e se ver, não muito longe de casa :) Bem, amanhã tenho aula de novo. E vou arrancar um dente do siso. Posto fotos nojentas da minha gengiva costurada pra vocês, prometo.
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Fedelhos. E parabéns aos filhotes que nunca terei. (Por enquanto) Enfim...
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Hoje morreu uma gambá filhotinha que minha mãe estava cuidando... Minha mãe falou que ela ía morrer, porque estava com diarréia, e esses bichos minúsculos quando tem diarréia morrem. Igual derramei algumas lágrimas quando pus a mão na caixinha de papelão e ela estava já toda rígida, encolhida. Quando alguém morre me ponho a divagar. Como pode, estava ali, agora nao está mais. E coisas melancólicas do gênero.
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Segundo dia do feriadão... Não vai ter aula nem segunda (feriado daquela santa lá) nem terça (antecipação do dia do professor). Dançar Black Sabbath de madrugada, ler, olhar a chuvarada, baixar cds do AC/DC pra cantar no chuveiro, desenhar chaleiras (fotografei um passo-a-passo da chaleira, veja aqui)... Hoje o céu estava lindo, antes de cair o temporal. Geralmente as pessoas não reparam nas nuvens. Eu sempre reparo, hoje estavam azul-escuras, desfiadas, mutantes. Fomos ao cinema, assitirmo o "9 - A Salvação" do Tim Burton no cinema. Gostei bastante, sinistro e bonitinho, mas não é pra crianças, como muitas animações que têm saído. Tem nada interessante pra escrever não.
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Ganhei um acordeon! De minha avó, que costumava tocar. Faz alguns meses que fiquei com vontade de tocar, e, enfim. MInha avó ganhou o acordeon em 14 de Junho de 1941, ou pelo menos é o que diz a data gravada na plaquinha de metal, junto com o nome dela, Ilka. Ele é leve, porque tem apenas 48 botõezinhos, e não 120 como os completos. Suponho que seja mais fácil de manejar, então muito bom pra se começar :) Ele tem duas alças de couro, se pendura uma em cada ombro. O peso fica apoiado nas costas, então, se eu for levar isso a sério, pretendo puxar a musculação para a lombar e o abdômem. Estou tentando aprender primeiro a tocar o pianinho, depois começar a tentar tocar os dois lados. Meu principal problema até agora é que eu esqueço que tenho 5 dedos: tento tocar todas as teclas com o indicador. Também é muito difícil resistir a fazer sons tenebrosos com os botõezinhos do outro lado! Outro problema é que as informações disponíveis na internet até agora não me serviram para nada, só para me dar conta que eu estava segurando ele ao contrário. Os tutoriais me dizem que o botão marcado é C; cinco minutos no Google me revelaram que C é dó. Bem, a tecla marcada é dó, a em baixo dela é dó maior. Para uma pessoa instruída isso deve dizer algo. Para mim não diz bosta nenhuma. Vou precisar de um professor... Nesse meio tempo, vou enlouquecendo os outros moradores da casa fazendo uma barulheira aleatória do caralho. |
Porque eu tenho dedos imundos de carvão e grafite que há pouco tentaram passar para o papel o desenho que é o teu rosto. Dedos ossudos compridos demais cujas unhas abrigam terra das plantas que eu plantei e caspa da nuca que eu cocei pra tentar arrancar idéias que não sairão. Porque eu tenho o olhar morto de quem enxerga longe demais e tenta engolir visulamente o mundo e não conseguindo sente a alma transbordar.
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A edição desse mês tem uma matéria de capa fabulosa, sobre as sequóias gigantes dos Estados Unidos. No interior da revista tem uma daquelas coisas de espichar, dobradas (sabe, tipo aquelas de desenho animado em que os homens olham mulher pelada). Nessa coisa de dobrar tem uma imagem duma árvore de mais de 91 metros de altura e no mínino 1,5 mil anos de idade (essa ali do lado), montada com fotos tiradas enquanto uma equipe ía escalando-a. As pessoas são tão minúsculas perto dela, dá pra brincar de catar os homenzinhos entre os galhos. Dá arrepio aquilo ali, quero escalar sequóias gigantes também! Outra matéria muuuito legal dessa edição é uma sobre as arraias-jamanta, com fotos lindas dos bichos. Ainda não terminei de ler a revista, mas vou dizendo que vale a pena passar numa banca com R$ 15,00 e comprar.
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Estas são minhas Venus flytraps (que seria algo como "armadilha de moscas de Vênus"), e elas estão para dar flor. Plantas carnívoras (clássicas!) originárias de pântanos no sul dos Estados Unidos, precisam de muito sol e muita água. Esses pontos pretos que vocês podem ver dentro das garrinhas são moscas que elas pegaram. Ela as atraem com o néctar e pelos sensíveis no interior das garrinhas detectam o movimento dos insetos, fazendo com que elas se fechem. Lá dentro, o que quer que elas peguem vai sendo digerido. Depois elas abrem de novo. Os criadores profissionais cortam as flores antes que nasçam, porque elas tiram muita energia da planta e isso pode matá-la. Mas, sei lá, deixei a minha muda dar flor ano passado e ela viveu e se reproduziu, bem faceira u.u Porra já estamos em Outubro; só mais três meses e degolamos 2009. Essa semana encaminhei minha aplicação para o visto, falando nisso. Rezem para suas respectivas entidades, sim?
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